A torre pode até parecer um castelinho, mas, no tabuleiro, é uma peça poderosa e de longo alcance. Seja você iniciante no xadrez ou alguém que quer aprimorar a sua estratégia, aqui está tudo o que precisa saber sobre a segunda peça mais forte do jogo!


Neste post:

Introdução ao xadrez: a torre

É fácil identificar a torre no tabuleiro, pois ela se parece com a torre de um castelo. Mas nem sempre foi assim: nas versões mais antigas do xadrez, como no seu antecessor chaturanga, essa peça era uma carruagem.

Cada jogador começa a partida com duas torres posicionadas nos quatro cantos do tabuleiro, sendo uma em cada extremidade da fileira do fundo.


Um tabuleiro de xadrez mostra as posições iniciais das torres brancas e pretas nos cantos do tabuleiro.

Em termos de valor das peças, a torre vale 5 pontos — por isso, ela é a segunda peça mais valiosa, atrás apenas da dama. As torres e as damas são classificadas como peças maiores, enquanto os bispos e os cavalos, por terem menor valor, são chamados de peças menores. Essa distinção é útil porque uma peça maior sozinha é suficiente para dar xeque-mate, mas uma peça menor sozinha não consegue fazer isso.

Como a torre se move

A torre se move por qualquer número de casas na horizontal ou na vertical, sempre em linha reta. Ela captura dessa mesma forma, movendo-se até uma casa ocupada por uma peça adversária na mesma fileira ou coluna em que ela está.


Um tabuleiro de xadrez mostra duas torres com setas que indicam movimento. Uma torre anda sete casas para baixo. A outra anda cinco casas para a esquerda.

Assim como as outras peças, a torre não pode saltar por cima das demais (só o cavalo faz isso) e não pode ser promovida (uma exclusividade do peão).

Jogada especial com a torre: o roque

A torre participa de uma das jogadas mais singulares do xadrez: o roque.

Esse é o único lance em que duas peças — o rei e uma torre — se movem ao mesmo tempo. É também a única ocasião em que essas peças podem “saltar”, pois passam uma pela outra em um único lance coordenado. 

Funciona assim:

  • O rei anda duas casas em direção a um dos cantos do tabuleiro, e a torre passa por cima dele, aterrissando na casa ao lado.
  • Você pode fazer o roque para os dois lados do tabuleiro. O roque executado na ala da dama (à esquerda com as peças brancas) é chamado de roque grande, e o roque executado na ala do rei (à direita com as peças brancas) é chamado de roque pequeno
  • Cada jogador pode fazer o roque apenas uma vez por partida.
  • Nem o rei nem a torre escolhida podem ter se movido antes do roque.
  • Não pode haver nenhuma peça entre eles.
  • O rei não pode estar em xeque, passar por uma casa em que ficaria em xeque ou terminar o lance em xeque.
Um tabuleiro de xadrez mostra uma torre e um rei brancos nas suas posições iniciais, com setas que indicam movimento. O rei anda duas casas para a esquerda (c1), e a torre move-se para a casa à direita do rei (d1).Roque grande Um tabuleiro de xadrez mostra uma torre e um rei pretos nas suas posições iniciais, com setas que indicam movimento. O rei anda duas casas para a direita (g8), e a torre move-se para a casa à esquerda do rei (f8).Roque pequeno

Sim, o roque tem muitas regras! 😅 E até os melhores jogadores já se confundiram com elas. Então, se você precisar relembrá-las de vez em quando, saiba que está em boa companhia.

Estratégias com a torre

A torre desempenha um papel importante no xadrez, especialmente nas fases mais avançadas da partida. Lembre-se dela ao planejar o seu próximo lance! Aqui estão duas maneiras de aproveitar melhor essa peça:

1️⃣ Desenvolva as torres mais tarde na abertura, depois de já ter desenvolvido a maioria das peças menores (cavalos e bispos). Procure posicioná-las em colunas abertas, semiabertas ou centrais. 

2️⃣ As torres mostram toda a sua força no meio-jogo e no final de jogo, quando o tabuleiro começa a se abrir. Nessa fase, há menos peças no tabuleiro e mais fileiras e colunas abertas, potencializando o controle que as torres exercem sobre as casas.

O que fazer com a torre

  • Faça o roque logo no início da abertura.
  • Desenvolva as torres um pouco mais tarde, depois dos peões, cavalos e bispos. Em geral, elas devem ser movidas depois do roque. 
  • Posicione as torres em colunas abertas (sem peões de qualquer cor) ou semiabertas (com peões de apenas uma cor). Assim, elas podem aproveitar todo o seu poder de longo alcance.
  • Remova as peças que estão entre as suas torres para poder conectá-las.
  • Coloque as torres na mesma fileira ou coluna. 
  • Leve as torres para a 7ª fileira se estiver jogando com as peças brancas ou para a 2ª fileira se estiver jogando com as peças pretas. Como é nessas fileiras que os peões começam a partida, você poderá atacar os peões adversários e ameaçar o rei inimigo.
  • Procure oportunidades para usar as torres e dar xeque-mate na última fileira.
  • Use a torre para auxiliar na promoção dos peões. Em finais de jogo, costuma ser melhor posicionar as torres atrás dos próprios peões. 

O que evitar com a torre

  • Na abertura, não desenvolva as torres para as laterais do tabuleiro, atrás dos peões que estão nas bordas.
  • Não leve as torres para o centro do tabuleiro cedo demais. Por serem muito valiosas, elas podem se tornar alvos fáceis para peças adversárias de menor valor, como cavalos, bispos e peões.
  • Não deixe as suas torres presas nos cantos do tabuleiro.
  • Não permita que os seus próprios peões ou outras peças bloqueiem as suas torres, pois isso limita o alcance delas.

Liberte o poder da torre!

Quando bem utilizada, a torre pode controlar grandes regiões do tabuleiro, invadir o território adversário e dar xeque-mate. Aprenda a aproveitar todo o potencial dessa peça poderosa, pois assim você estará no caminho certo para conquistar resultados cada vez melhores.